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A Sincrolog tem sede na cidade de Santos, onde se localiza o maior porto da América Latina. Considerado o maior porto da América Latina, suas instalações ocupam 7,7 milhões de m2 e cerca de 14 Km de extensão, alcançando ambas as margens do estuário e estendendo-se até Guarujá e Cubatão, onde se encontram os terminais da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) e Ultrafértil.

Cerca de 40% do PIB nacional passam pelo porto de Santos. Sua importância no contexto econômico-financeiro reside na exportação de açúcar, café, papel, sucos cítricos, soja em grão e em farelo, cujo movimento por vezes chega a superar a importação de trigo, fertilizante químico (adubo), enxofre e sal, resultando em saldo positivo para a balança comercial do Brasil. A origem do porto, que data do século XVI, está vinculada ao tráfico de escravos e ao comércio de sal. Mas seu papel no desenvolvimento do Estado e do País deve-se à exportação de café.

O primeiro registro de escoamento do produto por Santos é de 1845, quando foram embarcadas duas sacas com destino à Europa. Em 1886, um grupo liderado pelos brasileiros Cândido Gaffrée e Eduardo Guinle obteve a concessão para construção do porto como o conhecemos hoje, e para sua exploração por 90 anos. Em 2 de fevereiro de 1892, o navio Nasmith atracava no cais, então com apenas 260 m, marcando oficialmente o início de funcionamento do porto de Santos. No século XIX, o perigo de epidemias que a movimentação de cargas, passageiros e tripulantes dos navios poderia acarretar, acabou motivando o investimento no sistema sanitário, que beneficiou toda a cidade.

A partir de 1980, a administração passou a ser exercida pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), sociedade de economia mista, sob controle acionário da União. Recentemente, a promulgação da Lei dos Portos transformou a Codesp em autoridade portuária responsável pelo arrendamento dos armazéns e outras áreas, bem como pela administração de todo o complexo. Atualmente a Baixada Santista luta pela regionalização do porto, visando mudar o modelo de administração, que passaria a ser gerido pelo governo estadual e os municípios de Santos, Cubatão e Guarujá, possuidores de áreas portuárias.

Foi de Braz Cubas a idéia de transferir o porto da baía de Santos para o seu interior, em águas protegidas, inclusive do ataque de piratas, contumazes visitantes e saqueadores do povoado.
Escolhido o sítio denominado Enguaguaçu, no acesso do canal de Bertioga, logo se formou um povoado, motivo para a construção de uma capela e de um hospital, cujas obras se concluíram em 1543. O hospital recebeu o nome de Casa da Misericórdia de Todos os Santos. Em 1546, o povoado foi elevado à condição de Vila do Porto de Santos.
O marco oficial da inauguração do Porto de Santos é 2 de fevereiro de 1892, quando a então Companhia Docas de Santos - CDS, entregou à navegação mundial os primeiros 260 m de cais, na área, até hoje denominada, do Valongo. Naquela data, atracou no novo e moderno cais, o vapor "Nasmith", de bandeira inglesa.Com a inauguração, iniciou-se, também, uma nova fase para a vida da cidade, pois os velhos trapiches e pontes fincados em terrenos lodosos, foram sendo substituídos por aterros e muralhas de pedra. Uma via férrea de bitola de 1,60 m e novos armazéns para guarda de mercadorias, compunham as obras do porto organizado nascente, cujo passado longínquo iniciara-se com o feitor Braz Cubas, integrante da expedição portuguesa de Martim Afonso de Souza, que chegou ao Brasil em janeiro de 1531.

Em 1550 instalou-se a Alfândega. Por mais de três séculos e meio, o Porto de Santos, embora tivesse crescido, manteve-se em padrões estáveis, com o mínimo de mecanização e muita exigência de trabalho físico. Além disso, as condições de higiene e salubridade do porto e da cidade resultaram altamente comprometidas, propiciando o aparecimento de doenças de caráter epidêmico. O início da operação, em 1867, da São Paulo Railway, ligando, por via ferroviária, a região da Baixada Santista ao Planalto, envolvendo o estuário, melhorou substancialmente o sistema de transportes, com estímulo ao comércio e ao desenvolvimento da cidade e do Estado de S. Paulo.

A cultura do café estendia-se, na ocasião, por todo o Planalto Paulista, atingindo até algumas áreas da Baixada Santista, o que pressionava as autoridades para a necessidade de ampliação e modernização das instalações portuárias. Afinal, o café poderia ser exportado em maior escala e rapidez.

Em 12 de julho de 1888, pelo Decreto nº 9.979, após concorrência pública, o grupo liderado por Cândido Gaffrée e Eduardo Guinle foi autorizado a construir e explorar, por 39 anos, depois ampliado para 90 anos, o Porto de Santos, com base em projeto do engenheiro Sabóia e Silva. Com o objetivo de construir o porto, os concessionários constituiram a empresa Gaffrée, Guinle & Cia., com sede no Rio de Janeiro, mais tarde transformada em Empresa de Melhoramentos do Porto de Santos e, em seguida, em Companhia Docas de Santos.

Inaugurado em 1892, o porto não parou de se expandir, atravessando todos os ciclos de crescimento econômico do país, aparecimento e desaparecimento de tipos de carga, até chegar ao período atual de amplo uso dos contêineres. Açúcar, café, laranja, algodão, adubo, carvão, trigo, sucos cítricos, soja, veículos, granéis líquidos diversos, em milhões de quilos, têm feito o cotidiano do porto, que já movimentou mais de l (um) bilhão de toneladas de cargas diversas, desde 1892, até hoje.

Em 1980, com o término do período legal de concessão da exploração do porto pela Companhia Docas de Santos, o Governo Federal criou a Companhia Docas do Estado de S. Paulo-Codesp, empresa de economia mista, de capital majoritário da União.

Atualmente, o Porto de Santos, movimenta, por ano, mais de 42 milhões de toneladas de cargas diversas, número inimaginável em 1892, quando operou 125 mil toneladas. Com 12 km de cais, entre as duas margens do estuário de Santos, o porto entrou em nova fase de exploração, consequência da Lei 8.630/93, com arrendamento de áreas e instalações à iniciativa privada, mediante licitações públicas.

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